Maio 19, 2026

Negligência com cães de guarda e falta de fiscalização aterrorizam moradores do Campeche

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*Por Christian Muhlbach – Jornalista MTB / 3754 SC

  A região do Campeche, localizado no Sul da Ilha em Florianópolis, enfrenta um problema crônico de segurança pública e convivência urbana devido à omissão de cautela na guarda de cães de guarda e à falta de fiscalização efetiva por parte das autoridades municipais.
 

   O recente ataque sofrido pela cadela-guia Serena no Novo Campeche não é um caso isolado. Derek Rabelo, surfista cego e sua cão-guia Serena viveram momentos de desespero no dia 10/05 no Novo Campeche.

Eles foram atacados por três cães, que segundo Derek tratavam-se de pitbulls, durante uma caminhada. A presença de cães de guarda soltos ou circulando sem focinheira tornou-se um problema generalizado no Sul da Ilha. A falta de responsabilidade dos tutores, somada à ausência de fiscalização pública na região, transformou as calçadas e praias locais em zonas de risco para pedestres, crianças e animais de pequeno porte.

  O problema no bairro se manifesta de forma generalizada através de três fatores principais:
 
A Cultura do “Portão Aberto”

   Muitos moradores de casas na região do Campeche mantêm o hábito negligente de abrir portões para a entrada e saída de veículos e permitir que cães de guarda saiam sozinhos para a calçada para urinar ou defecar. Por serem animais territorialistas, eles passam a enxergar a rua em frente à residência como parte de seu território e atacam vizinhos, pedestres e outros animais que estão apenas passeando pela via pública.

Desrespeito à Lei da Focinheira
É frequente o trânsito de cães de guarda em servidões, vias principais e na própria praia do Campeche sem o uso de focinheira ou enforcador. Isso descumpre diretamente a legislação federal, estadual e municipal e ainda coloca em risco iminente cães de menor porte (que muitas vezes são atacados mesmo estando na guia com seus donos).

Vazio de Fiscalização Pública
Embora existam leis rígidas em Santa Catarina e no município de Florianópolis prevendo multas pesadas para quem deixa cães perigosos soltos, os moradores relatam que não há patrulhamento preventivo e as denúncias demoram a ser apuradas. Isso gera um sentimento de impunidade nos tutores irresponsáveis, que continuam deixando os portões abertos até que uma tragédia de maior gravidade aconteça.
 
Obrigatoriedade de Focinheira e Enforcador Negligenciada

A legislação exige rigorosamente que cães de guarda e de grande porte utilizem focinheira e enforcador durante qualquer passeio em vias públicas . No entanto, tutores no Campeche frequentemente ignoram essa regra nas praias e servidões. Consequentemente, a ausência desses equipamentos de segurança transforma caminhadas comuns em episódios de alto risco para pedestres e animais menores

Valores das Multas em Santa Catarina
A legislação estadual e municipal prevê punições severas para conter a irresponsabilidade dos tutores:
  • Falta de Focinheira e Enforcador: Conduzir cães de raças potencialmente perigosas em locais públicos sem os equipamentos de segurança obrigatórios gera uma multa inicial de R$ 5.000,00.
  • Reincidência: Se o tutor for flagrado novamente descumprindo a regra, o valor da multa dobra, passando para R$ 10.000,00.
  • Ataque com Lesão Corporal ou Morte de outro Animal: O tutor responde judicialmente por Omissão de Cautela na Guarda de Animais (Art. 31 da Lei de Contravenções Penais), além de ser obrigado a arcar com indenizações por danos materiais (custos veterinários) e morais às vítimas.
Se você mora no Campeche ou em outras regiões do Sul da Ilha, a sua voz é fundamental para mudarmos essa realidade e cobrarmos as autoridades.
 
💬 Você já vivenciou alguma situação de perigo desse tipo na sua rua? Já passou apuro com cães soltos ao passear com seu pet ou ao sair de casa?
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