A Corda em Si lança videoclipe “Hipocrisia” em sessão aberta ao público neste sábado (12), no MIS-SC

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Evento gratuito será às 19h, na Sala Multimídia do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina, em Florianópolis; o local tem lugares limitados e a entrada será por ordem de chegada

O público conhecerá em primeira mão o novo videoclipe do A Corda em Si com Rodrigo Gudin Paiva neste sábado (12), em Florianópolis. A partir das 19h, a Sala Multimídia do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe o lançamento de “Hipocrisia”, música do álbum “As Paredes Têm Ouvidos”, projeto que é acessível para pessoas com deficiência visual e auditiva. A sessão é gratuita e aberta ao público, mas, como o espaço tem lugares limitados, a orientação é chegar com antecedência.

A composição de Fernanda Rosa, com participação do rapper Beal, ganha uma produção audiovisual que também apresenta uma nova fase estética do projeto. O videoclipe explora o contraste entre a beleza e aquilo que, à primeira vista, parece ruína. Texturas, fragmentos e superfícies desgastadas ajudam a traduzir visualmente a relação entre a fluidez e o caráter dançante da música junto ao enfrentamento de questões sociais abordadas pela letra.

“Quando a gente explora essas ruínas, vai conseguindo ver as belezas das dores e das delícias de quem somos”, explica Fernanda. Para a artista, a própria construção musical carrega esse contraste: “enquanto o arranjo conduz o ouvinte por movimentos fluidos e dançantes, as letras trazem à tona questões sociais urgentes que provocam, confrontam e deixam marcas”.

A Corda em Si feat. Rodrigo Gudin Paiva

Formado por Fernanda Rosa (voz) e Mateus Costa (contrabaixo), o A Corda em Si desenvolve há 17 anos um trabalho que combina música, experimentação e diferentes formas de percepção. Fernanda tem baixa visão e Mateus é cego e, em suas criações, experiências sensoriais atravessam a relação com voz, corpo, instrumentos, equipamentos eletrônicos e espaços.

No álbum “As Paredes Têm Ouvidos”, o duo conta novamente com Rodrigo Gudin Paiva, percussionista, compositor, professor e pesquisador. Doutor em Música e autor de livros sobre percussão, Rodrigo desenvolve pesquisas relacionadas à educação musical inclusiva e amplia, com a percussão, as possibilidades sonoras do projeto.

A estética apresentada em “Hipocrisia” também dialoga com a Cultura DEF*, que parte do protagonismo das pessoas com deficiência e compreende suas diferentes experiências e formas de perceber e estar no mundo como produtoras de linguagens, saberes e estéticas. Mais do que pensar a acessibilidade como recurso para chegar a uma obra, essa perspectiva coloca pessoas com deficiência também como autoras e produtoras de cultura.

Depois do clipe, uma turnê por Santa Catarina

O lançamento deste sábado também abre caminho para a próxima etapa de “As Paredes Têm Ouvidos”. Entre novembro e dezembro, A Corda em Si e Rodrigo Gudin Paiva levam o trabalho para cinco cidades catarinenses: Balneário Camboriú (12/11), Joinville (19/11), Blumenau (21/11), Criciúma (25/11) e Florianópolis (04/12).

Depois da sessão no MIS-SC, o videoclipe “Hipocrisia” será disponibilizado no canal do A Corda em Si no YouTube.

O projeto é uma realização de A Corda em Si, tendo como incentivador o Bistek Supermercados. O projeto foi viabilizado por meio da Lei nº 17.942, de 12 de maio de 2020. A produção é da MAF Economia Criativa. As novidades podem ser acompanhadas pelo perfil @acordaemsi.

Serviço

O quê: lançamento do videoclipe “Hipocrisia”, do duo A Corda em Si feat. Rodrigo Gudin Paiva
Quando: sábado, 12 de setembro, às 19h
Onde: Sala Multimídia do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), Centro Integrado de Cultura (CIC) | Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica, Florianópolis – SC, 88025-201
Quanto: gratuito e aberto ao público
Importante: lugares limitados. Recomenda-se chegar com antecedência.

Assessoria de Imprensa: Leticia Bombo | Eccoa Comunicação

*Sobre a Cultura DEF

A Cultura DEF parte do protagonismo das pessoas com deficiência e reconhece que suas experiências e diferentes formas de perceber e estar no mundo também produzem saberes, linguagens e estéticas próprias. Mais do que tornar uma obra acessível, o conceito desloca as pessoas com deficiência da posição de público ou tema para a de autoras e produtoras de cultura e conhecimento. No campo artístico, essa perspectiva transforma vivências, corpos e modos de percepção em elementos da própria criação, questionando padrões historicamente estabelecidos sobre corpo, beleza, capacidade e formas de fazer arte. 

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