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O papel da fisioterapia no cuidado da mulher que gesta

* Por Dra. Elisa Schmidt Fisioterapeuta Crefito: 345088-F

   Para que todas as mulheres possam ter escolhas ao longo do processo de gestação, precisamos compreender plenamente a potência e a impotência personificadas na maternidade através de nossa cultura.
   
   Segundo o relatório de 2019 da Organização Mundial da Saúde, 42% das mulheres, numa pesquisa global, disseram ter enfrentado abuso físico, verbal ou discriminação em centros de saúde durante o parto, algumas delas levando socos, tapas, ouvindo gritos ou comentários zombeteiros, e até sendo imobilizadas à força.
   
   As mulheres que relatam a experiência de parto mais positiva são as que sentem ter compreendido todas as decisões tomadas, e que puderam ter voz no processo decisório. A tomada de decisão autônoma da gestante é favorecida quando ela tem condições psicológicas, sociais e informacionais que lhe permitem compreender, avaliar e escolher livremente sobre seu corpo, sua gestação e seu parto.  

A osteopatia colabora com o alívio da dor lombopélvica e melhoria da qualidade de vida, influenciando positivamente na diminuição da dor no parto. Estudos também relatam diminuição da ansiedade.

  Como fisioterapeuta, observo com atenção os dados sobre dor. Nesta fase, o corpo vive mudanças físicas, hormonais e emocionais que acompanham o nascimento da mãe e do bebê. A gravidez provoca uma série de modificações corporais. O aumento da massa corporal desloca o centro de gravidade para a frente. Com o crescimento do bebê, a postura da mãe muda, o peso se distribui de forma diferente e algumas regiões ficam mais sobrecarregadas, como a lombar, o quadril e até o pescoço.
   
   Há um certo ‘achatamento’ postural provocado pelo deslocamento do centro de gravidadee e alteração no peso da mamãe. A forma de caminhar é modificada, notando-se diminuição do comprimento do passo e alterações no arco dos pés.
 
   A osteopatia colabora com o alívio da dor lombopélvica e melhoria da qualidade de vida, influenciando positivamente na diminuição da dor no parto. Estudos também relatam diminuição da ansiedade.
A prática também tem demonstrado melhora significativa nos escores de sucção para otimizar a pega do bebê, bem como alívio da dor mamária e assim reduzir o abandono precoce ao aleitamento materno. Além da habilidade de sucção estudos recentes observam que a osteopatia unida a liberação miofascial pode melhorar também a deglutição de recém-nascidos a termo em situações de disfunção biomecânica ou orofaciais.
 
   Cuidar de si é uma herança que deixamos para nossos filhos, especialmente após tantas gerações de mães sobrecarregadas por múltiplas funções. No encontro entre o toque terapêutico das mãos e o ser mãe-bebê, há uma memória saudável que permanece

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